domingo, 1 de março de 2009

Se você puder...

Se você puder manter a calma,
quando todos à sua voltajá a perderam,
culpando-o por isso;


Se você puder confiar em si,
quando todos duvidam de você,mas puder também
levar em consideração
as dúvidas deles;


Se você souber esperar
e não se cansar de esperar,ou ao ser enganado,
não recorrer à infâmia,ou ao ser odiado,
não der espaço para a raiva,e não queira, nunca,
nem parecer muito bom,
nem muito sábio;


Se você puder sonhar
– e não fazer dos sonhos o seu senhor;


Se você puder pensar
– e não fazer de seus pensamentos a sua meta;


Se você puder confrontar-se
com o triunfo e com a derrotae tratar estes dois impostores
da mesma maneira;

Se você puder ouvir
o que você falou ser distorcidoem armadilha para apanhar os ingênuos,ou ver destruídas as coisas
pelas quais você deu a sua vida,juntar os pedaços,
e reconstruí-las com base
nos mesmos princípios;

Se você puder juntar
todas as suas vitóriase colocá-las todas em risco
num tudo ou nada,e perder,
e iniciar tudo outra vez,
desde o começoe nunca deixar escapar
uma só palavra sobre suas perdas;

Se você puder forçar seu coração,
seus nervos e seus músculos,para recomeçar tudo
depois deles se terem esgotado,e ainda agüentar
mesmo quando
não há mais nada em vocêexceto o desejo
para dizer para eles:
“Agüentem!”

Se você puder conviver com o povo
sem perder suas virtudes,ou conviver com os reis
sem perder sua simplicidade;

Se nem os desafetos
e nem seus melhores amigos
puderem machucá-lo,

Se muitos contam com você,
mas nenhum depende só de você;

Se você puder preencher o valor
do inclemente minuto perdidocom os sessenta segundos
ganhos numa longa corrida,
sua será a Terra,
junto com tudo que nela existe,

e - mais importante –

você será um Homem, meu filho!



(Rudyard Kiplin)

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