Senhor,
fazei com que
eu aceite minha pobreza
tal como sempre foi.
Que não sinta
o que não tenho.
Não lamente
o que podia ter e se perdeu
por caminhos errados e nunca mais voltou. Dai, Senhor,
que minha humildade seja como
a chuva desejada caindo mansa, longa noite escura numa terra sedenta e num telhado velho. Que eu possa
agradecer a Vós, minha cama estreita, minhas coisinhas pobres, minha casa de chão, pedras e tábuas remontadas.
E ter sempre
um feixe de lenha debaixo do meu
fogão de taipa, e acender,
eu mesma, o fogo alegre da minha casa na manhã de um novo dia
que começa.”
Cora Coralina
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e se for assim Senhor...
Mais? Prá que?
quinta-feira, 5 de março de 2009
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