quarta-feira, 26 de setembro de 2012

12 de outubro

Doze de outubro é Dia das Crianças. Mesmo negando, no maior tempo da vida, continuamos sendo crianças – no que pensamos, agimos, vivemos, existimos. Não quero me deter em instantes corriqueiros, quando admitimos que estamos sendo crianças. Não. Não vou falar sobre as brincadeiras infantis que fazemos com nossos filhos, sobrinhos, netos, bisnetos, tataranetos, afilhados, etc e tal. Nem sobre o tratamento mutuo entre os apaixonados: “bebezinho”, “benhê”, “baby”... Não quero tratar sobre infantilidades, nem sobre a velhice, que tanto se manifesta em forma de infancia. Quero ousar escrever sobre sermos crianças sempre. Você lê, se quiser – por sua conta e risco. Depois, não adianta sapatear, espernear, nem fazer caretas – ultimo aviso. Penso que somos crianças, nos relacionamentos. Quando nos ofendemos com alguma coisa, ou alguém, quando o outro (seja quem for) não corresponde à nossa expectativa, simplesmente falamos, em atitudes: Não brinco mais. Às vezes, até escondidos, brincamos descalços na chuva, rapamos o prato de doce, com os dedos, choramos no escuro, abraçados no travesseiro. Até brincamos “de casinha”, depois que casamos. Vamos além, quando substituímos nossas bonecas, pelos filhos que parimos. E ainda nos mascaramos de super herois, querendo ignorar que os nossos filhos nem sempre serão ingenuos. Gelamos as mãos, até gaguejamos, quando estamos numa entrevista de emprego – mas raramente admitimos o nosso medo. E seguimos crianças, a vida inteira. Por todo planeta, acionamos armas, detonamos bombas, na justificativa de combatermos o mal, como fazíamos, quando pequenos, em brincadeiras de policia e bandido. Crianças, vamos mais longe, quando aprimoramos nosso trabalho, para sermos reconhecidos, com a tão sonhada promoção, semelhante ao doce que ganhávamos, por comermos todos os legumes do prato. Numa disputa – seja na mesa de truco, na briga de rua, na Olimpiada -, queremos ser os melhores, e até choramos (de raiva), quando somos vencidos. Se já não ambicionamos a bicicleta recém lançada, desejamos, adultos que somos, o carro do ano. Para sermos aceitos, nos tantos diferentes grupos sociais, feito crianças, mudamos nosso jeito – de vestir, de falar, de agir. E ainda queremos ser exemplos às crianças. Quanta ironia!... Exemplos de que mesmo?... Exemplos de personas que não se reconhecem frágeis, com medo de (quase) tudo, principalmente, da morte, que chega, na companhia inseparável do tempo... O que nos resta fazer?... Eu acho que nos reconhecermos, e sermos, ainda mais, crianças. Deixarmos as babaquices de lado – orgulho, ressentimento, ambição desmedida, vaidade, discriminação, inveja, vingança, ciúme, e essa porcaria toda que afasta a humanidade. Criança esquece o mal-entendido com outra criança. Criança não tem pré-conceitos, nem conceitos e preconceitos. Criança arranja sempre um jeito de brincar, sem ferir, nem se ferir. Criança se extasia, vendo um inseto camuflado numa folha. Criança desenha bichinhos e brinquedos, nas nuvens. Criança procura e conta estrelas, na noite escura. Criança pergunta sempre o que não compreende, e quer compreender. Criança limpa as mãos, com sorvete de chocolate, na camiseta. Criança adormece sem querer, e acorda criando um novo dia. Mais importante: criança continua sonhando, e nos fazendo (ainda) acreditar nos sonhos, nos instigando a sonhar...

Crescendo

Tive que crescer sem ninguém perguntar se eu queria e muito menos me ensinar como seria. Nunca, nada me doeu tanto quanto crescer. Trocaram minhas figurinhas de chicletes por contas a pagar, telefone de plástico foi substituído por vozes que me lembram dos meus compromissos, meu relógio de plástico que sequer marcava as horas me mostra a todo momento que o tempo passou. Não posso mais nem ir aonde eu quero. Antes, me bastava um barquinho de papel, o tanque cheio d'água e alguns minutos de silêncio para eu dar a volta ao mundo. Hoje, me cobram R$ 3,00 para ir de um bairro ao outro. A verdade é que eu nunca quis crescer e com isso aprendi a brincar de viver. E eu brinco tanto que nunca canso. Estou sempre com um sorriso no rosto, pronto para o que der e vier. É que eu guardei dentro de mim a criança, e dou vida a ela sempre que preciso. Quando está tudo ruim eu fecho os olhos, fico em silêncio, me escondo na minha mente, coloro meu dever de casa e imagino que tudo vai ficar bem. Pego meus lápis de cor e coloro o mundo, levo alegria a quem chora e arranco risada de quem queria chorar. Infantil? Não! Só a maturidade lhe permite ser menor do que você é. E não há jeito melhor de crescer. Ontem, eu olhei no espelho e vi rugas em meu rosto. Lembrei da primeira vez em que eu vi rugas, aos sete anos e minha mãe me disse: "Você não tem rugas, menina". Parece que foi ontem, eu corri na direção da minha mãe a chorar e gritei: "Mãe, mãe. Eu tenho rugas". Hoje eu vejo os cabelos brancos que estão na cabeça dela, os cabelos que não mais estão na cabeça do meu pai e descobri que agora não posso mais correr para a cama deles quando eu tiver com medo. Vou ter que guardar um espaço na minha cama para quando eles tiverem medo. Pensando bem, não é a gente que cresce. É o mundo que muda de tamanho e esquece de nos avisar.

Cosme e Damião 26 ou 27????

Eu nunca fui muito versada nessas hierarquias da Igreja... quem é santo do quê ou é responsável por qual departamento, quem protege quem e como, essas coisas... Pra mim, na minha religiosidade bem meia-boca, vale tudo. Na minha casa tem uma Nossa Senhora que eu ganhei da minhão irmã Cidinha Médici, o terço que a isabela ganhou na primeira Comunhão na cabeceira da cama dela, tem um Buda sorridente que nem sei como veio parar em casa, um gnomo da Abundância, presente da minha outra irmã Marli, tem também um São José em azulejo cravado na parede da garagem que minha sogra trouxe pra mim de Fátima, um Ganesh que uma outra amiga me deu há muitos anos e ainda tem um São jorge que um amigo trouxe de Aparecida e deu pro meu marido, que é corinthiano roxo! Como boa filha adotiva de São Roque que sou, claro que não deixaram de me dar um São Roque (dãããã...), que como me disseram é o protetor dos animais. Ainda tá faltando um orixá nessa turma, mas teve gente me dizendo que antes é preciso saber qual é o orixá da sua devoção, e tem gente que disse que não, você é quem escolhe o seu como escolhe o santo da preferência, então até eu resolver essa questão, o lugarzinho dele tá ali vazio, só no aguardo do desempate. Na minha cabeça, dia de Cosme e Damião sempre foi 27 de setembro. Sempre!!! Dia de distribuir balas e doces pra meninada, de pedir proteção para os pequenos, dia de lembrar que a gente também já foi criança e que, com um pouco de sorte, ainda deve ter uma delas escondidinha aí em algum cantinho da cabeça e do coração, carece só de procurar com cuidado e cuidar com zelo. Então imagina só a minha cara de surpresa quando me contaram que o dia certinho de Cosme e Damião na igreja católica é dia 26! Comassim, 26? Que raio de marketing fajuto é esse, que não comunica aos usuários uma eventual mudança de data? Aí resolvi cosultar Quem Tudo Sabe (=Google) e descobri que sim, a igreja comemora a data no dia 26 mas é aquela história, né, missa, procissão, novena, tudo meio low profile, meio desanimadinho. Festa mesmo, da boa, é no dia seguinte, no melhor estilo das tradições populares das religiões afrobrasileiras. E como nessas ocasiões eu sou super a favor da tradição, principalmente quando tem festa e doces envolvidos, estou achando melhor me manter fiel ao dia 27, como sempre fiz. E pedir bençãos para as crianças pequenas e grandes!!!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Dia da Árvore

"Mas as sementes são invisíveis. Elas dormem no segredo da terra até que uma cisme de despertar. Então ela espreguiça, e lança timidamente para o sol um inofensivo galhinho"... Do livro "O pequeno Príncipe"

sábado, 1 de setembro de 2012

Dezembro

Tenho afeição por dezembro desde que, num mês de dezembro (de um ano que não vem ao caso), eu nasci. Não nasci assim muito decidida quanto o dia. Fiquei titubeando entre nascer em Sagitário ou Capricórnio. Capricórnio ou Sagitário. Mercúrio ou Vênus. Vênus ou Mercúrio. E então o destino resolveu bater o martelo: “minha filha, com essa cautela toda você é Capricorniana desde antes de ser concebida”. Azar o da minha mãe que teve suas contrações estendidas por mais uns dias. Tudo bem, desde que eu nascesse em capricórnio. E então eu nasci já sabia que a vida começava em dezembro. Não me olhem com essa cara de estranheza, eu não estou falando do ano, vejam bem. Eu sei que de acordo com o calendário ocidental o ano começa em janeiro e que de acordo com o calendário brasileiro o ano começa em março. Mas, como eu disse, eu não estou falando do ano, eu estou falando da vida. Da minha, pelo menos, que começou naquele dezembro e tem recomeçado em todos os outros anos que vieram. Tanto que, não sei se é sorte ou sina, mas, quase sempre que tive que passar por um sofrimento na vida, aconteceu de ser em dezembro - Aceito o fato como uma conspiração do universo ao meu favor, porque problema que começa em dezembro não dura muito tempo. Logo vem as festas e tudo se resolve, ou pelo menos se acomoda. Em dezembro não há brecha para as mazelas sentimentais, pois ando muito ocupada me preocupando com coisas bem mais relevantes como: o que vou dar de presente para minha família, onde vou passar o feriado, o que vou fazer no meu aniversário. Dezembro tem cor. Verde, vermelho, prata. Cor do Natal. Dezembro tem cheiro. Dezembro tem gosto. De doce, assados, rabanadas e aletrias. E já que estou falando em datas, aproveito para esclarecer que, embora também seja em dezembro, o Dia de Iansã, Iemanjá e Oxum não é uma homenagem à minha árvore genealógica. É só mais um agrado do mês de dezembro à família que tem nome santo. Santos. Dezembro é mais do que dez. Dezembro é doze, o último dos meses de um longo calendário.O mês das promessas... das expectativas de um ano muito melhor... de deixar pra trás tudo o que não interessa mais e renovar-se! Taí... Dezembro é o mês da renovação!!!!! e se escreve com D de Determinação! Horóscopo do dia 22 de Dezembro As pesoas nascidas neste dia são do signo capricórnio. Simbolo : signo capricórnio Elemento : Terra Planeta Regente : Saturno Metal : Chumbo Pedras Preciosas : Diamante,Ónix,Jaspe Perfume : Terra Molhada Plantas e Flores : Hera,Macieira,Cardo Azul Animais : Tartaruga,Cabra Países ou Regiões : Bulgária,México,Índia Cores : Castanho,Preto Anatomia : Dentes,Ossos,Pele Dia mais energético : Sábado Palavra que o define : Durabilidade Verbo : Nós Realizamos Atracções : Touro,Virgem,Escorpião Caracteristicas positivas : Organizado,Prático,Austero,Prudente,Perseverante Caracteristicas negativas : Misantropo,Restritivo,Avarento Cruz : Cardinal Polaridade : Feminino Planeta de Exílio : Lua Planeta de Exaltação : Marte Planeta de Queda : Júpiter Signo Anterior(Localização) : Sagitário Signo Posterior(Localização) : Aquário Representação Animal : Cabra Comida : Carne Estação : Inverno