Espalhe seu sorriso,
Espalhe seu olhar,
Espalhe sua luz,
Espalhe seu aroma,
Espalhe sua juventude,
Espalhe suas emoções,
Espalhe felicidade,
Espalhe você...
Então, o mundo ao
seu redor será
bonito, azul, e
terá encontrado o
Amor em tudo.
(escrito pra mim em 1983)
Que emoção para um coração de mãe que foi escolhida por você para te trazer ao mundo!
Deus foi muito bom comigo. Ele me deu a oportunidade de fazer parte da sua vida, e fazendo parte dela, é que desejo de todo coração, que você seja muito feliz.
A menina de riso frouxo cresceu, transformou-se em uma linda jovem que deixou pra trás o mundo das bonecas e fantasias infantis para fazer parte do mundo maduro e complicado dos adultos.
Ainda hoje, olho pra você e vejo nos seus olhos a mesma alegria e esperteza que via quando você era criança.
É fascinante ver como o tempo passa rápido e principalmente ver como ele se torna indefeso diante da sua personalidade forte.
Estou certa que nem o tempo e nem as dificuldades serão fortes o bastante para modificar o seu jeitinho, e talvez por isto você continuará sendo sempre a minha garotinha.
Estar ao seu lado nesse dia e poder compartilhar desta alegria é saber que independente de qualquer coisa, continuaremos sempre ligadas pelos laços do amor e da família.
Gostaria de desejar mil coisas e dar meus conselhos e minhas dicas de mãe. Mas hoje quero apenas desejar que você tenha tudo que deseja e o seu aniversário seja inesquecível.
Mãe Mãe lê pensamento, tem premonição, sonhos estranhos... Conhece cara de choro, de gripe, de medo, entra sem bater, liga de madrugada, pede favor chato, palpita e implica com amigos, namorados, escolhas... Mãe da a roupa do corpo, dá tempo, dá dinheiro, dá conselho, dá cuidado, dá proteção, dá piti... Mãe da um jeito, da um nó, da bronca, da força... Mãe cura cólica, cura porre, cura tristeza, cura pânico noturno, e medos diurnos... Mãe espanta monstros, pesadelos, mosquitos, perigos... Mãe tem intuição e é messiânica: mãe salva. Mãe guarda tesouros, conta histórias, e tem lembranças. Mãe é arquivo! Mãe exagera, exaure, extrapola. Mãe transborda, inunda, transcende... AMOR!
Era uma vez um bando de ratos que vivia no
buraco do assoalho de uma casa velha.
Havia ratos de todos os tipos:
grandes e pequenos, pretos e brancos, velhos e jovens, fortes e fracos,
da roça e da cidade.
Mas ninguém
ligava para as diferenças, porque todos estavam irmanados em torno de um
sonho comum: um queijo enorme, amarelo, cheiroso, bem pertinho dos seus
narizes.
Comer o queijo seria a suprema felicidade…
Bem pertinho é modo
de dizer.
Na verdade, o queijo estava
imensamente longe porque entre ele e os ratos estava um gato…
O gato
era malvado, tinha dentes afiados e não dormia nunca.
Por vezes fingia
dormir.
Mas bastava que um ratinho mais corajoso se aventurasse para
fora do buraco para que o gato desse um pulo e, era uma vez um
ratinho…
Os ratos odiavam o gato.
Quanto
mais o odiavam mais irmãos se sentiam.
O ódio a um inimigo comum os
tornava cúmplices de um mesmo desejo: queriam que o gato morresse ou
sonhavam com um cachorro…
Como nada
pudessem fazer, reuniram-se para conversar.
Faziam discursos,
denunciavam o comportamento do gato (não se sabe bem para quem), e
chegaram mesmo a escrever livros com a crítica filosófica dos gatos.
Diziam que um dia chegaria em que os gatos seriam abolidos e todos
seriam iguais.
“Quando se estabelecer a ditadura dos ratos”, diziam os
camundongos, “então todos serão felizes”…
- O queijo é grande o bastante para todos, dizia um.
- Socializaremos o queijo, dizia outro.
Todos batiam palmas e cantavam as mesmas canções.
Era
comovente ver tanta fraternidade.
Como seria bonito quando o gato
morresse! Sonhavam.
Nos seus sonhos comiam o queijo. E quanto mais o
comiam, mais ele crescia.
Porque esta é uma das propriedades dos queijos
sonhados: não diminuem: crescem sempre.
E marchavam juntos, rabos
entrelaçados, gritando: “o queijo, já!”…
Sem
que ninguém pudesse explicar como, o fato é que, ao acordarem, numa
bela manhã, o gato tinha sumido.
O queijo continuava lá, mais belo do
que nunca.
Bastaria dar uns poucos passos para fora do buraco.
Olharam
cuidadosamente ao redor.
Aquilo poderia ser um truque do gato.
Mas não
era.
O gato havia desaparecido mesmo.
Chegara o dia glorioso, e dos ratos surgiu um brado retumbante de
alegria.
Todos se lançaram ao queijo, irmanados numa fome comum.
E foi
então que a transformação aconteceu.
Bastou
a primeira mordida.
Compreenderam, repentinamente, que os queijos de
verdade são diferentes dos queijos sonhados.
Quando comidos, em vez de
crescer, diminuem.
Assim, quanto
maior o número dos ratos a comer o queijo, menor o naco para cada um.
Os
ratos começaram a olhar uns para os outros como se fossem inimigos.
Olharam, cada um para a boca dos outros, para ver quanto queijo haviam
comido.
E os olhares se enfureceram.
Arreganharam
os dentes.
Esqueceram-se do gato.
Eram seus próprios inimigos.
A briga
começou.
Os mais fortes expulsaram os mais fracos a dentadas.
E, ato
contínuo, começaram a brigar entre si.
Alguns
ameaçaram a chamar o gato, alegando que só assim se restabeleceria a
ordem.
O projeto de socialização do queijo foi aprovado nos seguintes
termos:
“Qualquer pedaço de queijo
poderá ser tomado dos seus proprietários para ser dado aos ratos magros,
desde que este pedaço tenha sido abandonado pelo dono”.
Mas
como rato algum jamais abandonou um queijo, os ratos magros foram
condenados a ficar esperando. Os ratinhos magros, de dentro do buraco
escuro, não podiam compreender o que havia acontecido.
O
mais inexplicável era a transformação que se operara no focinho dos
ratos fortes, agora donos do queijo. Tinham todo o jeito do gato o olhar
malvado, os dentes à mostra.
Os
ratos magros nem mais conseguiam perceber a diferença entre o gato de
antes e os ratos de agora.
E compreenderam, então, que não havia
diferença alguma.
Pois todo rato que fica dono do queijo vira gato.
Não é
por acidente que os nomes são tão parecidos.
“Qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência!”
"Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém... E poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos e que faço falta quando não estou por perto" Mario Quintana
Namorados são folhas ao vento Primavera que se principia Toque suave, Pele macia, Bolhas insufladas Por juramentos Que explodem ao nascer do dia. Contemplam a lua cheia De sentimentos Têm um ponto de vista Sheakespereano Não importa se ela é de câncer Ainda menos Qual o ascendente dele; Basta ser libriano. Namorados são só sintonia, Puro link Mesmo que o coração As vezes brinque Ouvem sempre a mesma melodia Querem ser tocados, Jamais machucados Pela própria poesia. Se estão juntos, O tempo parece voar. Separados, As horas ficam a se arrastar. O dia vira noite, A noite torna-se madrugada, Um vira mapa do outro, Os dois: Uma bússola desregulada. Namorados são tesouros Não importa se veteranos Fazem sempre muitos planos Como fossem eternos calouros. Sofrem reveses, até desenganos Elaboram teses para evitar danos Quando comem bombons Debaixo do lençol. Distantes são chuva, Ela como viúva Do seu último raio de sol. Namorados dão presentes especiais: Imãs com frases de Borges, Cavalos brancos sem alforjes, Fotos travestidos como super-heróis Músicas para quando estiverem a sós E poemas com rimas ridículas Que se transformam em partículas Ingênuas e geniais. Namorados, enfim, São assim mesmo, Todos iguais. Gritam forte Seus amores a esmo Porque ouviram do poeta Que o amor acaba. Ainda assim, Insistem no recomeço. Pois só quem já teve um, Sabe que vivê-lo Não tem preço. =====================