“(...)A memória pertence ao passado.
É um registro.
Sempre que a evocamos se faz presente,
mas permanece intocada,
como um sonho.
A percepção do real tem a concreteza,
a realidade física, tangível.
Mas como os instantes se sucedem feito os tique-taques do relógio,
eles vão se transformando em passado,
em memória,
e isso é tão inaferrável como um instante nos confins do tempo.
Escrever pode ser,
ou é,
a necessidade de tocar a realidade que é a única
segurança de nosso estar no mundo – o existir.
É difícil,
se não impossível,
precisar quando as coisas
começam dentro de nós...”.
(CAMARGO, Iberê – Gaveta dos Guardados).
quinta-feira, 5 de março de 2009
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